6 de agosto de 2018

Ser ou não ser Professor?

Opine sobre a questão: Professor uma profissão em extinção. Causas e consequências.

30 de agosto de 2015

MEUS 60 ANOS


Vinte e três de agosto de 1955, pode ser um dia como todos os outros, mas para mim não é um dia comum. É o dia do meu aniversário de 60 anos. Nem acredito...  Mais de meio século de vida, e posso dizer  “Que vida!”...  Alegrias mais que tristezas, saúde mais que doença, sonhos que se realizaram conforme sonhados, enfim tenho muito mais a agradecer a Deus do que pedir e reclamar. Lamentar tempo perdido nunca, pois cada minuto da minha vida foi bem aproveitado,  não  deixo o tempo passar em vão, para cada momento uma tarefa, em cada tarefa uma lição, um aprendizado. Estou envelhecendo é verdade. A velhice é um processo pessoal, indiscutível e inevitável, para qualquer ser humano, na evolução da vida. Ao tornar-me uma sexagenária fiz as contas e descobri que tenho menos tempo para viver daqui pra frente do que já vivi até agora. O “HOJE” para mim é muito importante. Quero daqui pra frente viver cada dia como se fosse o último, de bem comigo mesmo e de bem com os outros, sempre otimista e acreditando que quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Frustrações muitas, pois acredito ser essencial para evolução do ser. Quero levantar um brinde à vida, fortalecer-me de boas lembranças e reestruturar um novo dia.  Já dizia Renato Russo em sua música PAIS E FILHOS: “ é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”...  Assim será, viver o agora, viver bem, ser mais seletiva aprender a dar prioridades e não me chatear com bobagens. Certeza de uma coisa, aos 60 anos indecisão não pode mais fazer parte do meu dia a dia, pois essa idade para mim chama-se “PRESENTE”, e tem a duração do instante que passa... Sou agradecida a Deus por ter vivido o suficiente para ver meus filhos crescidos e bem estruturados. Realizações muitas, sonhos ainda tenho, não sei se terei tempo de realizá-los. Parar de sonhar é morrer em vida, isso não quero pra mim, quero ainda ver meus netos formados e casados, se vou alcançar não sei, mas não deixa de ser um sonho.  Aos meus pais só tenho a agradecer, com toda sua humildade me ensinou a valorizar o “SER E NÃO O TER”. Amo minha profissão. Sou realizada como mulher, esposa,  mãe e avó. Fui agraciada por quatro netos maravilhosos razão da minha vida, duas noras que amo muito e um genro maravilhoso. Saudades... de meus pais e minha irmã Guiomar que se foram tão cedo. Medo confesso que tenho, pode ser até bobagem, tenho medo de voar de avião, sinto tanto por isso, pois se não fosse esse medo que me devora eu teria vivido mais tempo perto de minha irmã Mônica que eu amo tanto.  Amigos são muitos e guardo do lado esquerdo do peito, dentro do coração. Maior realização da minha vida, meus três filhos maravilhosos: Charles, Luciana e Augusto. Ainda tenho um desejo, sei que não é fácil, pois ter uma velhice tranquila  não é pra qualquer um, pois é a lei da vida, junto com ela vem as enfermidades e a solidão, não serei mais a mesma, tudo vai acabando lentamente, faz parte do ciclo da vida. Estou feliz por ser uma sexagenária, pronta e com disposição para viver mais 30 anos...   Se Deus assim o permitir!



18 de outubro de 2011


Palavra de Mãe

Thelma Torrecilha escreve sobre a dura e deliciosa tarefa de educar os filhos

Relação entre professor e aluno é espelho da escola e da família.

Relacionamento não depende só dos dois. Para experts, o trabalho do professor é dificultado quando não há parceria com os pais

As relações entre professor e aluno mudam ao longo da vida escolar, mas precisam do apoio dos pais
Uma relação que sempre foi marcada por extremos de admiração e afeto ou por forte antipatia parece passar por um período de grande tensão. Não são poucas as notícias pelo Brasil e pelo mundo afora que nos mostram como andam difíceis as relações entre professores e estudantes. Isso reflete o que acontece dentro e fora da escola.

Logo nos primeiros anos de vida, a criança começa a conviver com uma importante autoridade na sua educação: a professora, que mudará de cara e de nome, ano após ano, mas estará sempre presente no seu dia a dia até a fase adulta. Por isso, é fundamental construir uma convivência saudável desde cedo.

Para a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) Marilene Proença, especializada em psicologia escolar, a relação entre o aluno e o professor não depende só dos dois. O professor trabalha de acordo com os seus princípios, com aspectos individuais na relação com a classe e com a criança em sala de aula, mas vários fatores como o projeto pedagógico, a estrutura física e material, as políticas educacionais e a gestão da instituição, entre outras, influenciam esse relacionamento. “O professor é a expressão da escola na qual ele está inserido”.

Para a psicóloga, a escola também está sofrendo com o processo de adultização das crianças, fenômeno presente em toda a sociedade. Em virtude desse processo, as pessoas cobram atitudes de uma criança de três ou quatro anos como se ela tivesse cinco ou seis, e assim por diante. O segredo é tratar a criança como criança, na opinião do professor Marcos Cezar de Freitas, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência da Unifesp – Universidade Federal de São Paulo. A escola de educação infantil não deve antecipar a aquisição de conteúdos escolares nem a alfabetização. Mas, infelizmente, vigora uma ideia distorcida de que o professor só desempenha bem o seu papel quando direciona o aluno para resultados relacionados à sistematização de conhecimento.

Segundo ele, nessa etapa, o relacionamento com o professor deve estar voltado para a sensibilidade, o conhecimento do corpo e a interação, respeitando a forma própria da criança de lidar com o saber e a necessidade de afetividade. A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), aponta na mesma direção: “A relação não flui bem se a criança não se sente acolhida. Quanto menor a criança, mais apego com a professora. É uma relação mais próxima”.

Maria Angela disse que o trabalho do professor é dificultado quando não há uma parceria com a família. Ela ressalta que o professor precisa ser firme sem ser autoritário para justificar posturas que muitas vezes destoam daquilo que a criança vivencia em casa. Alguns pais ensinam a revidar quando um colega bate. Mas, na escola, a orientação é outra. Segundo ela, normalmente quando as crianças têm dificuldade no relacionamento por questões de agressividade, o problema não está nelas: “é o espelho da própria casa e o professor não resolve isso sozinho”.

À medida em que ganham autonomia, as crianças se desligam dos professores. E, de acordo com a pedagoga, alguns problemas começam quando os alunos perdem o nome e passam a ser um número na lista de chamada. Aumentam os professores por sala e diminui o tempo de permanência deles com os estudantes. Esse distanciamento pode impedir que as dificuldades do aluno sejam percebidas, e o estudante acaba confundindo o fracasso na disciplina com o professor. A aprendizagem, em qualquer nível de ensino, precisa ser encarada como um processo individual e nem sempre o professor tem condições para favorecer isso.

8 de outubro de 2011

SEXISMO

Sexismo começa na pré-escola e pode ser revertido. Pais e professores devem ficar atentos às separações de gênero e preconceitos.

 Por Carolina Gonçalves

 Mulheres não gostam de futebol", "homens não podem usar roupa rosa"- é comum fazermos distinção de coisas que seriam voltadas para mulheres e outras para homens, como se fosse atividades específicas para cada sexo. O nome disso é sexismo. Esse sentimento é passado tanto pelos pais quanto pela escola e pode prejudicar a formação da criança se for exagerado demais. "Embora essa separação de masculino e feminino não seja tão marcante hoje, ela ainda existe e pode ser preocupante", afirma Stella Paiva, psicóloga escolar da Rede Pitágoras. Fique atento aos sinais dessa tendência e saiba o que especialistas aconselham para a educação do seu filho: Quais as consequências? "Os meninos podem criar diversos conflitos contra a menina e vice-versa, já que não trata o outro como igual", alerta Stella. Muitas crianças carregam esse sentimento para a fase adulta e podem ter problemas de relacionamento, tanto dentro de casa como no trabalho. O homem, por exemplo, pode colocar a mulher em uma posição inferior, a mulher pode se achar sempre frágil e dependente - ou até o contrário: a mulher pode inferiorizar o sexo oposto, sentindo-se independente demais. "São as pequenas ações que fazem isso progredir e o papel da escola e da família é fundamental nesse processo", explica Stella. Ela conta que é necessário evitar grandes distinções entre homens e mulheres e procurar dar a oportunidade à criança de fazer suas próprias escolhas, sejam elas "de menina" ou "de menino". O sexismo pode ser alimentado pelos próprios pais, antes mesmo de a criança entrar na escola. Os primeiros sinais De acordo com a pedagoga e coordenadora do Colégio Fênix, Gabriela Dalmédico, a criança manifesta esse sentimento sexista no período pré-escolar, um pouco antes dos sete anos. "Nessa fase, ela vivencia situações que envolvem o sexismo e expressam esse sentimento de forma até espontânea, como um menino não querer usar rosa e uma menina não querer usar azul", afirma. É interessante a interferência dos professores e dos pais, a fim de que a criança entenda que essas separações não são extremamente necessárias. A influência da família O sexismo pode ser alimentado pelos próprios pais, antes mesmo de a criança entrar na escola. É comum os pais separarem, até inconscientemente, as coisas "de menino" das "de menina". Desde brinquedos até mochilas, lancheiras, cadernos... A criança cresce com essa ideia de que é tudo separado. Um recente estudo publicado na revista Psicothema revelou que mães podem ser as maiores responsáveis por atitudes sexistas de crianças e adolescentes. Os pesquisadores afirmam que as mães costumam passar mais tempo com os filhos, determinando, assim, as tarefas domésticas que eles irão desempenhar, quais presentes irão ganhar e, principalmente, quais os valores que irão levar para a vida. "A mídia também influencia essa formação", lembra a psicóloga escolar Stella Paiva. Ela conta que a tendência é de que as referências masculinas sejam os super-heróis, dando a ideia de que os homens são os fortes e poderosos. Já as referências femininas são as personagens dengosas, carinhosas e que gostam de cor-de-rosa. "Essas convicções são tão marcantes que acompanham a criança até a vida adulta", afirma a profissional. Como a escola contribui? Algumas escolas montam fileiras só de meninos e outras só de meninas na sala de aula, não disponibilizam os mesmos brinquedos para todas as crianças - impossibilitando o menino de brincar de boneca e a menina de brincar com carrinhos, por exemplo - e até aulas de educação física são ministradas separadamente para meninas e meninos. "Há escolas, inclusive, onde a lista de chamada não é elaborada em ordem alfabética, para que os nomes dos meninos não fiquem juntos com o das meninas", conta a pedagoga Gabriela. Nesse caso, é papel dos pais escolher se essa é a educação ideal para os seus filhos. Se não concordam, o ideal é conversar com a instituição de ensino ou mesmo trocar a criança de escola. O papel do professor A psicóloga Stella conta que o professor deve ter a sensibilidade de perceber que essas diferenças exageradas não precisam existir. Ele jamais pode ter uma visão sexista, afinal, como ele conseguirá quebrar esses tabus se não concordar com essas igualdades? "O trabalho do professor é formar o ser humano. Existem diferenças, mas também existem igualdades, e estas devem ser exaltadas", lembra. A escola também deve usar recursos que diminuam essas diferenças. "Se a aula de educação física oferece o futebol para a menina, por exemplo, isso já abre novas possibilidades", diz Stella. E o mesmo vale para a o menino que quer brincar de casinha ou outras brincadeiras consideradas femininas. "O professor também pode propor atividades em que exista a participação de ambos os sexos", sugere Gabriela. Como os pais devem lidar com isso? "Mesmo em escolas que não fazem distinção entre meninos e meninas, há alunos que questionam o fato de meninas jogarem futebol, por exemplo, ou meninos brincarem de boneca", conta Stella Paiva. O pensamento provavelmente vem dos pais, que ensinaram os seus filhos dessa forma. A pedagoga Gabriela Dalmédico alerta que os pais não precisam levar tão a sério as "regras" ditadas pela sociedade. Isso pode gerar comportamentos machistas ou feministas demais. Vale mais a pena educar os filhos de modo que eles percebam que as diferenças entre meninos e meninas não precisam ser exageradas. Desse modo, não é preciso proibir a criança de algumas brincadeiras que são consideradas exclusivas do sexo oposto. A psicóloga conta que é muito comum, por exemplo, o filho que tem irmão menor querer brincar de casinha com ele. Isso pode ser incentivado sem preconceito.